Review

Hafez Aladeen, líder supremo da nação africana de Wadiya, ou Allison Burgers, ou Emer Gencyexitonly, e muitos mais.

Eis que nos chega o Ditador, de Sacha Baron Cohen.

Um filme mordaz, crítico para o quadrante político da sociedade, e não só.

Uma mensagem a favor da igualdade de direitos, da democracia pura,menfim, de um mundo utópico.

Para compreender Aladeen temos de ter noções básicas de psicologia, e noções mais avançadas de Geo-Política.

Mas o humor está lá, pode não ser fácil de perceber todas as piadas do filme, que são muitas, mas uma coisa é certa:

Não darão o vosso tempo por desperdiçado.

Aladeen é o supremo líder de uma nação rica em petróleo no Continente Africano, tendo herdado o poder do seu pai quando tinha apenas 7 anos.

Desde então, satisfaz todos os seus caprichos, mandando executar todos aqueles que se cruzam com ele e fazem algo que o desagrada.

Devido à busca pelo poder nuclear da sua nação, à moda do bommditador do séc XX, tem de ir à ONU em plena N.Y para discursar, e é aí que os seus planos saem furados.

Tal como em Price of Persia, o “tio” Ben Kingsley tem planos diferentes para Aladeen, e a sua vida leva uma reviravolta.

Aconselhamos os fãs a verem o resto numa sala de cinema, pois é um filme que entretém, mantém a boa disposição de início ao fim e, consegue atingir um dos seus objectivos principais:

Fazer o Mundo a pensar, haverá alguma verdadeira democracia?

Sacha Baron Cohen igual a si mesmo, sempre no limite, a fazer-nos questionar se será um EXCELENTE actor ou não, se estamos perante alguém que pode dar muito mais ao seu personagem ou se está no limite das suas capacidades.

Já Anna Faris volta a uma comédia, mantendo o registo da ingénua Cindy, de Scary Movie.

Feitas as contas, todos os actores presentes representam papéis já comuns, à excepção da fugaz passagem de Edward Norton pela tela.
E que polémica é essa passagem.

Talvez por isso as expectativas de quem vá assistir a O DITADOR possam sair defraudadas, mas apenas pelo facto de o filme ter tido uma excelente máquina promocional a fazer a divulgação mundial.

Para os fiéis seguidores de Ali G, Borat, Bruno, este é sem dúvida um filme que não os desapontará.

Em suma, um filme a não perder, pois entre os que se encontram a “rodar” nas salas portuguesas é sem dúvida um dos melhores.

Já agora, é bastante curioso que se atinja o clímax no filme com imagens de Forrest Gump em fundo.

Depois de ver vão perceber fãs, e certamente irão gostar.

Da China aos E.U.A, de Portugal à Rússia, todos, repetimos, todos DEVEM ir ver este filme.

Senão fazemos queixa a Aladeen…

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About the Author

Lúcio Silva
Licenciado em Tecnologias da Comunicação Audiovisual (ESMAE/IPP). Formador de Workshops de História do Cinema Mundial. Docente.